“Eu amo Trás-os-Montes naquele silêncio das florestas e das estradas afastadas que aguardam ora a neve, ora o pavor do Verão. Amo-o ainda mais quando vejo a cor da terra e a sombra dos seus castelos em ruínas, quando suspeito o fundo dos rios, os recantos junto dos açudes e a altura das árvores. E perco-me desse mal de paixão, quando, de longe, Trás-os-Montes se assemelha vagamente a uma terra prometida aos seus filhos mais distantes, ou mais expulsos, ou mais ignorados, ou mais mortos apenas. E amam-se aquelas árvores porque vêm do interior da terra, justamente, sem invocar a sua antiguidade ou a sua grandiosidade. Ama-se o frio, até, o esplendor das geadas sobre os lameiros, o sabor da comida que nunca perdeu a intensidade nem a razão. E amam-se os rios, os areais, os poços das hortas, as cancelas de madeira que vão perdendo a cor, e talvez se amem o fogo das lareiras, os ramos mais altos dos freixos e das cerejeiras, os jardins abonecados das suas cidades, o granito das casas, o cheiro das aldeias onde ao fim da tarde se chama paz ao silêncio e se dá nome de chuva à água do céu.”
Francisco José Viegas

domingo, 13 de março de 2011

Falecimento

É com sentimento que informo que no passado dia 12 de Março(ontem) faleceu a D. Angélica, esposa do Sr. António(moleiro) . Confesso que fiquei um pouco revoltado com a conversa que se desenrolou em torno de dois agentes de autoridade e alguns familiares presentes no local, entrando numa espécie de gozo com o homem, cujos assuntos em nada tinham a ver com o propósito para o qual ali estavam !!! O sr António, em vários momentos, manifestava essa indignação ! Eles viviam naquelas condições, é porque queriam, porque se sentiam bem assim, eram felizes ! Quis salientar estas palavras, também, como forma de protesto e de respeito que tinha e "tenho" para com este casal !
As nossas sentidas condolências ao Sr António, amigos e familiares .

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