“Eu amo Trás-os-Montes naquele silêncio das florestas e das estradas afastadas que aguardam ora a neve, ora o pavor do Verão. Amo-o ainda mais quando vejo a cor da terra e a sombra dos seus castelos em ruínas, quando suspeito o fundo dos rios, os recantos junto dos açudes e a altura das árvores. E perco-me desse mal de paixão, quando, de longe, Trás-os-Montes se assemelha vagamente a uma terra prometida aos seus filhos mais distantes, ou mais expulsos, ou mais ignorados, ou mais mortos apenas. E amam-se aquelas árvores porque vêm do interior da terra, justamente, sem invocar a sua antiguidade ou a sua grandiosidade. Ama-se o frio, até, o esplendor das geadas sobre os lameiros, o sabor da comida que nunca perdeu a intensidade nem a razão. E amam-se os rios, os areais, os poços das hortas, as cancelas de madeira que vão perdendo a cor, e talvez se amem o fogo das lareiras, os ramos mais altos dos freixos e das cerejeiras, os jardins abonecados das suas cidades, o granito das casas, o cheiro das aldeias onde ao fim da tarde se chama paz ao silêncio e se dá nome de chuva à água do céu.”
Francisco José Viegas

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Eureka !

 É isso mesmo ! Ao Souto fui surpreendido pela minha tia quando me disse que já tinha cerejas maduras no linhar !
 De boa vontade, meus tios convidaram-me a entrar para comprovar o facto . Além de serem "cerejas do cedo", o clima tem corrido na melhor das feições para o seu amadurecimento !


 Provei duas (das mais maduras), e saborosas que eram ! Mais meia-dúzia de dias será o tempo ideal para que estas fiquem totalmente com a cor perfeita . Pode-se dizer que já há cerejas maduras em terra de fidalgos !

2 comentários:

Emidio fontes disse...

Que pena nao poder comer as cereijas da minha mae que tem uma boa aparencia

Anónimo disse...

que boas son as cereixas da miña sogra