“Eu amo Trás-os-Montes naquele silêncio das florestas e das estradas afastadas que aguardam ora a neve, ora o pavor do Verão. Amo-o ainda mais quando vejo a cor da terra e a sombra dos seus castelos em ruínas, quando suspeito o fundo dos rios, os recantos junto dos açudes e a altura das árvores. E perco-me desse mal de paixão, quando, de longe, Trás-os-Montes se assemelha vagamente a uma terra prometida aos seus filhos mais distantes, ou mais expulsos, ou mais ignorados, ou mais mortos apenas. E amam-se aquelas árvores porque vêm do interior da terra, justamente, sem invocar a sua antiguidade ou a sua grandiosidade. Ama-se o frio, até, o esplendor das geadas sobre os lameiros, o sabor da comida que nunca perdeu a intensidade nem a razão. E amam-se os rios, os areais, os poços das hortas, as cancelas de madeira que vão perdendo a cor, e talvez se amem o fogo das lareiras, os ramos mais altos dos freixos e das cerejeiras, os jardins abonecados das suas cidades, o granito das casas, o cheiro das aldeias onde ao fim da tarde se chama paz ao silêncio e se dá nome de chuva à água do céu.”
Francisco José Viegas

segunda-feira, 6 de novembro de 2006

Tempo de Tortulhos



Nestes primeiros dias de Outono, ainda quentes mas com o solo húmido, aparecem os primeiros tortulhos, míscaros, sanchas ou telheiras e os roques.



Por aqui, encontram-se em geral junto dos pinhais. Sendo deliciosos, são um autêntico petisco para quem tiver o privilégio de os apanhar.



Chegados a casa, lavam-se muito bem, retiram-se os pés e há quem os ponha a grelhar na lareira só com sal.



Pessoalmente, não gosto. Prefiro deitar azeite num tacho, um pouco de alho e cebola picados, deito os tortulhos, sal e pimenta. Deixa-se refogar com o tacho tapado até o molho estar apurado.



Arroz de tortulhos

Façam um refogado num tacho de barro com azeite e alhos esmagados.
Adicionem a cebola picada e deixe cozer suavemente até a cebola estar macia. Juntem um pouco de chouriço de carne cortado em cubos muito pequenos. Deixem alourar tudo. Juntem o arroz e os tortulhos e mexa para o arroz absorver a gordura. Regue com a água a ferver e adicionem um pouco de ervas aromáticas, pimenta e sal. Deixem cozer.

domingo, 5 de novembro de 2006

Senhora da Boa Viagem


À saida da aldeia, existe há cerca de três anos o "nicho" da Senhora da Boa Viagem.
A iniciativa para a sua cosntrução e o peditório, partiu de três Senhoras da Aldeia.

sexta-feira, 27 de outubro de 2006

A beleza e dureza do Inverno na nossa terra...



Que saudades daquelas manhãs de Inverno em que bem cedo a minha mãe dizia, "Márcio, vai à janela!" E a natureza nos brindava a todos com imagens de rara beleza... Recordo com saudade as brincadeiras de criança que as nevadas de Inverno proporcionavam...
Estas imagens correspondem as melhor bairro da aldeia!!! Não se deixem enganar!!! Se alguem tiver imagens de nevadas em Paradela agradeço que as envie para o meu e-mail disponível no meu profile...
Bem hajam...