Já se encontra em pleno funcionamento a ETAR da Lama D'Agulha
“Eu amo Trás-os-Montes naquele silêncio das florestas e das estradas afastadas que aguardam ora a neve, ora o pavor do Verão. Amo-o ainda mais quando vejo a cor da terra e a sombra dos seus castelos em ruínas, quando suspeito o fundo dos rios, os recantos junto dos açudes e a altura das árvores. E perco-me desse mal de paixão, quando, de longe, Trás-os-Montes se assemelha vagamente a uma terra prometida aos seus filhos mais distantes, ou mais expulsos, ou mais ignorados, ou mais mortos apenas. E amam-se aquelas árvores porque vêm do interior da terra, justamente, sem invocar a sua antiguidade ou a sua grandiosidade. Ama-se o frio, até, o esplendor das geadas sobre os lameiros, o sabor da comida que nunca perdeu a intensidade nem a razão. E amam-se os rios, os areais, os poços das hortas, as cancelas de madeira que vão perdendo a cor, e talvez se amem o fogo das lareiras, os ramos mais altos dos freixos e das cerejeiras, os jardins abonecados das suas cidades, o granito das casas, o cheiro das aldeias onde ao fim da tarde se chama paz ao silêncio e se dá nome de chuva à água do céu.”
Francisco José Viegas
Francisco José Viegas
quinta-feira, 1 de março de 2007
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007
Carnaval 2007
segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007
Tradição de Carnaval
O dia de Carnaval começa bem cedo, aí pelas 6 da manhã, começa a corrida dos burros roubados durante a noite anterior, pelas ruas da aldeia, com o casal “Entrudo” na sua charrete a chamar pelo Home. "óh hooomeeee deixas-te morrer a mulher à fome... dá-lhe uma pita a ver se inda a come"
Após o almoço, normalmente o famoso bucho e depois do cafezinho, que agora já ninguém dispensa, o povo dirige-se para o Largo da Bandeira, local de referência das brincadeiras.
A tarde normalmente começa com uns banhos de cinza, recolhida no forno do concelho, enquanto não aparecem os “caretos”, com os seus carapuços e a máscara enfiados, sem esquecer as cintas rendadas, as campainhas das vacas torinas, a aguilhada e a pele do coelho seca para “malhar” em cima de quem lhe apareça à frente.
À noite, aparecem as “madouchas” de casa em casa para ver quem descobre quem são os mascarados.
Infelizmente o João “Pesado” já não faz das suas… que saudades das brincadeiras dele… quem não se lembra do famoso planeta dos homens em que aparecia a sair da banana…
Após o almoço, normalmente o famoso bucho e depois do cafezinho, que agora já ninguém dispensa, o povo dirige-se para o Largo da Bandeira, local de referência das brincadeiras.
A tarde normalmente começa com uns banhos de cinza, recolhida no forno do concelho, enquanto não aparecem os “caretos”, com os seus carapuços e a máscara enfiados, sem esquecer as cintas rendadas, as campainhas das vacas torinas, a aguilhada e a pele do coelho seca para “malhar” em cima de quem lhe apareça à frente.
À noite, aparecem as “madouchas” de casa em casa para ver quem descobre quem são os mascarados.
Infelizmente o João “Pesado” já não faz das suas… que saudades das brincadeiras dele… quem não se lembra do famoso planeta dos homens em que aparecia a sair da banana…
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