“Eu amo Trás-os-Montes naquele silêncio das florestas e das estradas afastadas que aguardam ora a neve, ora o pavor do Verão. Amo-o ainda mais quando vejo a cor da terra e a sombra dos seus castelos em ruínas, quando suspeito o fundo dos rios, os recantos junto dos açudes e a altura das árvores. E perco-me desse mal de paixão, quando, de longe, Trás-os-Montes se assemelha vagamente a uma terra prometida aos seus filhos mais distantes, ou mais expulsos, ou mais ignorados, ou mais mortos apenas. E amam-se aquelas árvores porque vêm do interior da terra, justamente, sem invocar a sua antiguidade ou a sua grandiosidade. Ama-se o frio, até, o esplendor das geadas sobre os lameiros, o sabor da comida que nunca perdeu a intensidade nem a razão. E amam-se os rios, os areais, os poços das hortas, as cancelas de madeira que vão perdendo a cor, e talvez se amem o fogo das lareiras, os ramos mais altos dos freixos e das cerejeiras, os jardins abonecados das suas cidades, o granito das casas, o cheiro das aldeias onde ao fim da tarde se chama paz ao silêncio e se dá nome de chuva à água do céu.”
Francisco José Viegas

terça-feira, 24 de abril de 2007

Ruinas do Velho Moinho







Da parte de cima do ribeiro da "Cancela" e antes de chegar a "Sambrissimo" bem no meio das árvores, ainda se encontram vestigios / ruinas do antigo moinho do meu saudoso avô Jaime "Moleiro"

sexta-feira, 20 de abril de 2007

10.000 Visitas




Aquilo que começou por brincadeira em Agosto de 2006 atingiu passados oito meses esta marca notavel de 10.000 Visitas.

Parabéns pois aos Fidalgos (e não só), espalhados pelo mundo...(e arredores)