“Eu amo Trás-os-Montes naquele silêncio das florestas e das estradas afastadas que aguardam ora a neve, ora o pavor do Verão. Amo-o ainda mais quando vejo a cor da terra e a sombra dos seus castelos em ruínas, quando suspeito o fundo dos rios, os recantos junto dos açudes e a altura das árvores. E perco-me desse mal de paixão, quando, de longe, Trás-os-Montes se assemelha vagamente a uma terra prometida aos seus filhos mais distantes, ou mais expulsos, ou mais ignorados, ou mais mortos apenas. E amam-se aquelas árvores porque vêm do interior da terra, justamente, sem invocar a sua antiguidade ou a sua grandiosidade. Ama-se o frio, até, o esplendor das geadas sobre os lameiros, o sabor da comida que nunca perdeu a intensidade nem a razão. E amam-se os rios, os areais, os poços das hortas, as cancelas de madeira que vão perdendo a cor, e talvez se amem o fogo das lareiras, os ramos mais altos dos freixos e das cerejeiras, os jardins abonecados das suas cidades, o granito das casas, o cheiro das aldeias onde ao fim da tarde se chama paz ao silêncio e se dá nome de chuva à água do céu.”
Francisco José Viegas

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

A "Escorgadeira"

Quem é que nos seus tempos de criança não rompeu uns belos pares de calças a ecorregar por esta fraga abaixo? Eu ainda lá rasguei alguns e outros ficavam todos verdes de me sentar em cima de uma giesta para poder escorregar.
Aparentemente o local continua a ser usado pelos miudos. A marca continua bem vincada.
Embora este local não tenha feito parte das escolhas para as maravilhas de Paradela, deve obrigatóriamente ser considerado uma delas, nem que seja pelo seu historial.


Vista de Baixo














Vista de cima...

















a Aldeia vista desde a "Escorgadeira"

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Resultados da Sondagem




Não há margem para duvidas. Os Fidalgos preferem que a Festa da Senhora da Penha seja realizada em Outubro.


Na minha modesta opinião, a Festa da Senhora da Penha devia ser realizada em Outubro até porque os custos de realização nessa altura seriam bem mais reduzidos. Não o é, segundo a conversa que mantive com um membro da Comissão de Festas deste ano, que me disse "porque é a Festa dos emigrantes e que em Outubro pode estar mau tempo"... o que me obrigou a replicar que "Quantos Festivais e concertos são realizados no Inverno e à chuva?, Muitos, tudo é uma questão de cartaz"... encolheu os ombros...

Porque é que Comissão de Festas da Senhora da Penha não participa na realização da Festa da Senhora das Neves, essa sim, realizada no seu dia em Agosto. Assim os Emigrantes já não eram a desculpa...

Esta sondagem vale o que vale, mas dá para ter uma pequena ideia do que vai na alma dos Fidalgos. Se for preciso façam um referendo na Aldeia e assim o povo decide.

Saudações Fidalgas

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Uma má notícia que há muito temíamos...

Mais seis escolas primárias fechadas
O concurso para escolher o projecto de execução do Centro Escolar de Santa Cruz/Trindade já foi aprovado. O novo equipamento vai custar mais de 7,5 milhões de euros e terá capacidade para 750 alunos, anunciou o presidente da Câmara de Chaves no dia em que revelou também que este ano vão encerrar mais seis escolas primárias.



Este ano lectivo vão encerrar mais seis escolas primárias no concelho de Chaves: Calvão, Paradela de Monforte, Vilarinho das Paranheiras, Arcossó, Oura e Vilas Boas. Têm todas menos de dez alunos. O ano passado das 82 existentes encerraram 38. Jardins de infância, garantiu na passada sexta-feira o presidente da Câmara de Chaves, João Batista, não vai encerrar nenhum. Nem mesmo o de Argemil, que irá funcionar apenas com um aluno. O autarca aproveitou ainda o encontro com a comunicação social para anunciar o lançamento do concurso para a escolha do projecto de execução do Centro Escolar de Santa/Cruz Trindade. Orçado em mais de 7, 5 milhões de euros, o equipamento, “de primeira linha”, vai ter capacidade para cerca de 750 alunos do primeiro e do segundo ciclos. A construção deste, como de outro de características semelhantes na Madalena, fazem parte da denominada Carta Educativa, um documento já aprovado pela Direcção Regional de Educação do Norte que define a rede de ensino do concelho. No entanto, João Batista revelou que o centro da Madalena ficará para uma segunda fase. Para o autarca, a construção da escola de Santa Cruz é já “um passo de gigante para uma rede de ensino de qualidade”. No encontro, Batista reafirmou mais uma vez que as escolas que forem encerrando serão aproveitadas para fins culturais ou sociais. Por outro lado, a conferência de imprensa serviu ainda para o executivo camarário dar conta do aumento, em cerca de 10 euros, do apoio financeiro atribuído aos alunos carenciados do primeiro-ciclo. Mas em termos de apoio, a novidade deste ano, disse João Batista, é a decisão de subsidiar o pagamento da parte que cabia às famílias para assegurar o prolongamento de horário aos alunos do pré-primário, equivalente a 3,5 euros por cada meia hora. O apoio destina-se apenas a famílias carenciadas. Alguns aumentos verificaram-se igualmente na verba anual que a autarquia atribuiu às escolas para despesas com limpeza, tinteiros e aquecimento.

Data de Publicação: 23/08/2007

in Semanário Transmontano