“Eu amo Trás-os-Montes naquele silêncio das florestas e das estradas afastadas que aguardam ora a neve, ora o pavor do Verão. Amo-o ainda mais quando vejo a cor da terra e a sombra dos seus castelos em ruínas, quando suspeito o fundo dos rios, os recantos junto dos açudes e a altura das árvores. E perco-me desse mal de paixão, quando, de longe, Trás-os-Montes se assemelha vagamente a uma terra prometida aos seus filhos mais distantes, ou mais expulsos, ou mais ignorados, ou mais mortos apenas. E amam-se aquelas árvores porque vêm do interior da terra, justamente, sem invocar a sua antiguidade ou a sua grandiosidade. Ama-se o frio, até, o esplendor das geadas sobre os lameiros, o sabor da comida que nunca perdeu a intensidade nem a razão. E amam-se os rios, os areais, os poços das hortas, as cancelas de madeira que vão perdendo a cor, e talvez se amem o fogo das lareiras, os ramos mais altos dos freixos e das cerejeiras, os jardins abonecados das suas cidades, o granito das casas, o cheiro das aldeias onde ao fim da tarde se chama paz ao silêncio e se dá nome de chuva à água do céu.”
Francisco José Viegas

domingo, 27 de novembro de 2011

O gosto pela fotografia...

Alguns fidalgos já devem ter reparado que algumas fotografias ilustradas aqui no blog são bastante diferentes das restantes. Não se trata só de um processo complicado e moroso na edição das fotos, mas também tem a ver como se trabalha com o equipamento fotográfico, como estou sempre a aprender, baseia-se simplesmente na aprendizagem.
É evidente que para algumas pessoas estas fotos são mais que simples imagens, para outras nem por isso, pensando que ao editar uma fotografia é alterar a realidade. Só quem não entende o mínimo de equipamento fotográfico e não tenha gosto pela arte de fotografar é que possa pensar desta forma. Se tirar várias fotos ao mesmo objectivo mas em diferentes funções de programação na máquina já estou a alterar a imagem a captar. Nunca uma fotografia foi e será uma fotocópia da realidade. É também uma forma de demonstrar o prazer de fotografar, transmitir o que está para lá da objectiva e o que está por dentro do fotógrafo.
A fotografia mostra a capelinha da Srª da Penha com o cair da tarde reflectido nas suas portas.
Espero que gostem...

domingo, 20 de novembro de 2011

Estão por toda a parte

Estas setas indicadoras são o registo visual deixado de provas de BTT que se concretizaram há já algum tempo em toda a área da aldeia e até dentro dela. Considero isto como lixo visual. Para onde quer vamos, damos sempre de caras com estes malditos símbolos. É claro que não tenho nada contra a realização destas provas de bicicleta, antes pelo contrário. É uma boa forma de ocupar o tempo, o exercício físico faz muitíssimo bem e até se recebem troféus! Falo no sentido em que poderiam marcar o percurso a percorrer de outra forma e não esta, como por exemplo fitas sinalizadoras, pois poderiam ser removidas facilmente. A cor reflectora destas marcas está lá e permanecerá por muito mais tempo!

domingo, 13 de novembro de 2011

Magusto na antiga escola

Por volta das 16 horas, já o lume tinha feito brasas suficientes para se porem as sardinhas a assar, a seguir a entremeada e as fêveras enquanto as castanhas acabavam de ser assadas no forno de casa do sr Licínio VilaNova.
O frio não foi um incómodo e a chuva apenas ameaçou com algumas gotas em breves momentos.
As sardinhas vão sendo colocadas nas grelhas já quentes.
Com a ajuda de duas forquilhas colocavam-se e retiravam-se as grelhas da fogueira, o calor era imenso e fazia corar .
Comia-se e bebia-se ao sabor de conversas acompanhadas de mais uma pinga de tinto.
O pão de trigo foi também cozido para este convívio entre fidalgos.
Alguns pães (ainda fresquinhos) que não foram consumidos, cerca de 2 quilos de castanhas por assar que eu ofereci e algumas rifas que já se vendem para a próxima festa da Srª da Penha, foram convertidos em euros.

A noite cai sorrateiramente....
O flash da máquina fotográfica não passa despercebido por quem fazia questão de ser fotografado, na intenção de serem vistos noutras terras pelos seus.
O meu tio Domingos Barroso quis salientar que além do sr Octávio, avô do Óscar, é o mais idoso da aldeia.
Decorreu tudo como previsto, a palavra convívio é a que assenta melhor neste magusto organizado pela Junta de Freguesia. Parabéns !