Francisco José Viegas
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
IGUARIAS da ÉPOCA
Em muitas casas fidalgas, senão na maior parte delas, ainda se engorda o porco, outrora o sustento anual de uma casa nas numerosas famílias que aqui existiam e ainda subsistem, antigamente sustentava-se durante um ano inteiro, para nesta altura o(s) matar. Nos tempos que correm as famílias são em geral bem menos numerosas, mas, apesar disso, continuam-se a manter as tradições, em menor número diga-se, mas permanecem felizmente, apesar do resultado da matança do porco deixar de ser o de alimentar uma “casa” como dantes, para se tornar numa produção de iguarias, alheiras, linguiças, salpicões, os presuntos, etc., para comer em ocasiões mais especiais!
Num destes dias passei numa humilde e bondosa casa fidalga de visita, e lá fui encontrar uma imagem tão bem nossa conhecida, a respectiva “fuga de secagem” com o tradicional fumeiro em fase final de seca, pois a matança do porco havia sido umas semanas antes, tendo sido convidado pelos ilustres moradores a provar essas iguarias, bem, o que posso dizer é que, quer as alheiras ou as linguiças, cortadas da “fuga” para as brasas da lareira, assadinhas, junto ao pote que na ocasião se encontrava na lareira, acompanhadas com pão caseiro, não podia ser outro, e um copo de vinho branco da ultima colheita, aberto da pipa para a ocasião, foi uma merenda sublime em tarde amena de inverno!!
Deixo aqui os meus agradecimentos a tão nobre família, um bem aja e aqui fica a respectiva foto das iguarias! E claro, o desejo de que se mantenham e perdurem as nossas tradições.
sábado, 24 de dezembro de 2011
Para reflectir...

A figura do Pai Natal representa bem, o sentido com que actualmente o vivemos, o material, o do capitalismo por vezes exagerado, claro que, olhado e vivido desta forma, tem o efeito desejado por esse mesmo capitalismo, o do consumo desmesurado. Não estou contra a figura do Pai Natal, contra a troca de prendas entre as famílias, é pois uma oportunidade de aproximação e união, uma demonstração de carinho, mas sim contra os exageros do momento.
Acho que devíamos reflectir um pouco, pensar na verdadeira razão da festa cristã, naquilo em que fomos educados, provavelmente já criados na conjuntura actual, mas, ainda vamos sempre a tempo da mudança, de nos deixarmos dos exageros materiais e dar valor ao espírito sentido nesta quadra festiva, a solidariedade e bondade humana, pois esses nossos exageros podem ser a carência de outros.
E para finalizar, como mensagem, gostaria de desejar um Santo e Feliz Natal para todos, vivido espiritualmente, de forma harmoniosa e alegre entre as famílias, tendo em mente que é por causa do nascimento de Jesus, data mais importante do calendário cristão, que nos reunimos.
