“Eu amo Trás-os-Montes naquele silêncio das florestas e das estradas afastadas que aguardam ora a neve, ora o pavor do Verão. Amo-o ainda mais quando vejo a cor da terra e a sombra dos seus castelos em ruínas, quando suspeito o fundo dos rios, os recantos junto dos açudes e a altura das árvores. E perco-me desse mal de paixão, quando, de longe, Trás-os-Montes se assemelha vagamente a uma terra prometida aos seus filhos mais distantes, ou mais expulsos, ou mais ignorados, ou mais mortos apenas. E amam-se aquelas árvores porque vêm do interior da terra, justamente, sem invocar a sua antiguidade ou a sua grandiosidade. Ama-se o frio, até, o esplendor das geadas sobre os lameiros, o sabor da comida que nunca perdeu a intensidade nem a razão. E amam-se os rios, os areais, os poços das hortas, as cancelas de madeira que vão perdendo a cor, e talvez se amem o fogo das lareiras, os ramos mais altos dos freixos e das cerejeiras, os jardins abonecados das suas cidades, o granito das casas, o cheiro das aldeias onde ao fim da tarde se chama paz ao silêncio e se dá nome de chuva à água do céu.”
Francisco José Viegas
Francisco José Viegas
domingo, 4 de março de 2012
sábado, 25 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Carnaval 2012
Por volta das oito e trinta, ainda os rapazes não tinham conseguido chegar ao sítio de partida, local onde o Home e a Mulher aguardavam ansiosos e desesperados pela comitiva que nunca mais chegava, pois ia-se fazendo tarde . Fazer com que os burros andassem não foi tarefa fácil !
As pessoas vem à rua ver o casal entrudo passar, outras, além de mim, aproveitam e tiram umas fotos; significa que tem todo o gosto em que a tradição se mantenha.
Fiz um pequeno vídeo deste dia, mas ainda irei tratar da sua edição para depois mostrar.
Caretos já não há, madoutchas também não, há que deitar cedo, felizmente amanhã é dia de trabalho.
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