“Eu amo Trás-os-Montes naquele silêncio das florestas e das estradas afastadas que aguardam ora a neve, ora o pavor do Verão. Amo-o ainda mais quando vejo a cor da terra e a sombra dos seus castelos em ruínas, quando suspeito o fundo dos rios, os recantos junto dos açudes e a altura das árvores. E perco-me desse mal de paixão, quando, de longe, Trás-os-Montes se assemelha vagamente a uma terra prometida aos seus filhos mais distantes, ou mais expulsos, ou mais ignorados, ou mais mortos apenas. E amam-se aquelas árvores porque vêm do interior da terra, justamente, sem invocar a sua antiguidade ou a sua grandiosidade. Ama-se o frio, até, o esplendor das geadas sobre os lameiros, o sabor da comida que nunca perdeu a intensidade nem a razão. E amam-se os rios, os areais, os poços das hortas, as cancelas de madeira que vão perdendo a cor, e talvez se amem o fogo das lareiras, os ramos mais altos dos freixos e das cerejeiras, os jardins abonecados das suas cidades, o granito das casas, o cheiro das aldeias onde ao fim da tarde se chama paz ao silêncio e se dá nome de chuva à água do céu.”
Francisco José Viegas

segunda-feira, 26 de março de 2012

Para a "Tia Margarida" todos os dias são especiais na companhia daqueles que lhe são mais queridos, mas dia vinte de Março é um pouco diferente, marcado pela data do seu aniversário.
Este ano comemorou as suas cento e duas Primaveras na presença de amigos e familiares, reunidos para lhe mostrar o carinho que por ela tem, desejando-lhe os Parabéns e a merecida salva de palmas
A "Tia Margarida" está aos cuidados dos seus familiares que lhe dão o auxilio que ela necessita, como também recebe com alguma frequência a visita de amigos.
Muitos Parabéns à Tia Margarida e um agradecimento a quem por esta senhora cuida.

sábado, 24 de março de 2012

"À direita e cerca de três quilómetros"

Para quem não conhece a nossa zona ou a localidade de Paradela de Monforte não será muito difícil tomar a direcção certa para lá chegar, apenas basta dar uma olhadela ao mapa geográfico.
Há já algum tempo que o poste situado na "ponta da estrada" se encontra sem placa sinalizadora.

domingo, 18 de março de 2012

Chuva a conta gotas

Para além do vistoso Castelo de Monforte, havia outros castelos nos céus da aldeia que, ora de vez em quando desprendiam uma chuva muito miudinha que nem dava sequer para assentar o pó da terra. Já as temperaturas desceram abruptamente, ao final da tarde senti bastante frio ao estar a fotografar.Decidi ir ao torneiro para ver se as bonitas pascoas já ladeiam as margens do ribeiro, sabendo que é mais ou menos por esta altura que se podem ver. Ainda deram duas ou três fotos, porém são poucas em comparação a anos anteriores! Talvez seja consequência da falta de água, e as que há crescem muito pouco. Há sítios concretos em que já conheço especificamente alguns pés desta planta silvestre, como se de um sistema de posicionamento global se tratasse e me levasse lá, mas ainda mais pormenorizado. Aos pinheiros também costumam crescer na borda dos lameiros, em vez deste optei pelo lugar mais distante.
As fotos foram captadas neste fim-de-semana.