“Eu amo Trás-os-Montes naquele silêncio das florestas e das estradas afastadas que aguardam ora a neve, ora o pavor do Verão. Amo-o ainda mais quando vejo a cor da terra e a sombra dos seus castelos em ruínas, quando suspeito o fundo dos rios, os recantos junto dos açudes e a altura das árvores. E perco-me desse mal de paixão, quando, de longe, Trás-os-Montes se assemelha vagamente a uma terra prometida aos seus filhos mais distantes, ou mais expulsos, ou mais ignorados, ou mais mortos apenas. E amam-se aquelas árvores porque vêm do interior da terra, justamente, sem invocar a sua antiguidade ou a sua grandiosidade. Ama-se o frio, até, o esplendor das geadas sobre os lameiros, o sabor da comida que nunca perdeu a intensidade nem a razão. E amam-se os rios, os areais, os poços das hortas, as cancelas de madeira que vão perdendo a cor, e talvez se amem o fogo das lareiras, os ramos mais altos dos freixos e das cerejeiras, os jardins abonecados das suas cidades, o granito das casas, o cheiro das aldeias onde ao fim da tarde se chama paz ao silêncio e se dá nome de chuva à água do céu.”
Francisco José Viegas
Francisco José Viegas
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Tradição do ramo, 5 de agosto de 2012
Este ano o casal fidalgo, Arménio e Eulália, passaram o testemunho aos novos mordomos que cuidarão da igreja, com a entrega do tradicional ramo ao casal Ana e António. A eles lhes endereçamos os parabéns.
terça-feira, 7 de agosto de 2012
O Bar da Srª da Penha
No sábado passei pelo recinto da Srª
da Penha, onde me certifiquei da fase quase final das obras do bar,
executava-se os trabalhos de eletricidade, colocavam-se
as últimas pedras no chão (lastros), no exterior, para que
neste próximo Domingo, na festa, esteja já em funcionamento.
Como se pode ver
pela fotografia, na parte de fora, os executantes da obra, Fidalgos,
conciliaram, e bem, em harmonia com o edifício, fizeram o passadiço em
pedra, com grandes lastros, uma espécie de varanda, servindo desta forma
de acesso ao bar e também às casas de banho.
Ficamos
assim mais confortáveis enquanto convivemos e bebemos umas
fresquinhas.
Alguns dos
fidalgos que ali se encontravam, a executar os trabalhos, confidenciaram-me
que, nunca pensaram terminar as obras a tempo de colocar o bar em funcionamento
para a festa, ainda bem que conseguiram.
E, para além disto, segredaram-me.... que, no futuro será erguido um pequeno forno, nas traseiras, ficamos assim com a possibilidade de lá fazer uns assados/churrascos, usufruindo deste modo, do recinto para umas merendadas! Bem pensado! Alcino V. Nova.
O esforço e
dedicação de todos que ali trabalharam e, certamente continuaram a trabalhar, os quais, ao longo destes meses deixaram a sua vida particular em
prol de um projeto para a aldeia, merece sem dúvida, palavras de agradecimento
e apreço de nós todos.
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