Neste último domingo de Maio fiz um curto passeio que me levou a ver se ainda sobravam cerejas para provar, já que a passarada, astuta, não espera por intrusos. Contando a fatia das aves, ainda há cerejas para mais 3 ou 4 dias, o que deu para apanhar um "fartote". Pelo caminho fui tirando algumas fotografias, incluindo esta que nos dá uma boa percepção de que a primavera se encontra no auge. A flor das giestas com o seu amarelo torrado realça bem no meio da outra vegetação. Espero que no próximo dia 7 ainda haja giestas floridas, já que no ano passado, embora um pouco mais tarde, 15 dias, no dia do Corpo de Deus não restava nada.
Também no passado domingo(último de Maio) realizou-se o tradicional leilão em frente à capela no centro da aldeia, onde são expostos e leiloados alguns produtos de género alimentar da nossa aldeia e frutos característicos da época. Não assisti ao leilão, baseio-me simplesmente pelo meu conhecimento em anos anteriores. O dinheiro conseguido neste ritual reverte para a Nª Srª do Rosário.
“Eu amo Trás-os-Montes naquele silêncio das florestas e das estradas afastadas que aguardam ora a neve, ora o pavor do Verão. Amo-o ainda mais quando vejo a cor da terra e a sombra dos seus castelos em ruínas, quando suspeito o fundo dos rios, os recantos junto dos açudes e a altura das árvores. E perco-me desse mal de paixão, quando, de longe, Trás-os-Montes se assemelha vagamente a uma terra prometida aos seus filhos mais distantes, ou mais expulsos, ou mais ignorados, ou mais mortos apenas. E amam-se aquelas árvores porque vêm do interior da terra, justamente, sem invocar a sua antiguidade ou a sua grandiosidade. Ama-se o frio, até, o esplendor das geadas sobre os lameiros, o sabor da comida que nunca perdeu a intensidade nem a razão. E amam-se os rios, os areais, os poços das hortas, as cancelas de madeira que vão perdendo a cor, e talvez se amem o fogo das lareiras, os ramos mais altos dos freixos e das cerejeiras, os jardins abonecados das suas cidades, o granito das casas, o cheiro das aldeias onde ao fim da tarde se chama paz ao silêncio e se dá nome de chuva à água do céu.”
Francisco José Viegas
Francisco José Viegas
Terça-feira, 29 de Maio de 2012
Domingo, 20 de Maio de 2012
Sexta-feira, 18 de Maio de 2012
Banco de jardim
Fiquei ali sentado durante cinco minutos, enquanto programava a máquina fotográfica. Foi uma sensação de estranheza, não por nunca antes me ter sentado neste modesto banco de jardim, mas pelo olhar de quem na rua passava. Estranho mas perfeitamente normal. Único no seu tamanho e feitio, ainda vai satisfazendo quem necessita de um descanso ou uma sombrinha ao ar livre nos dias quentes verão.
Sexta-feira, 27 de Abril de 2012
(Relembrando) Marcha de Paradela
Refrão:
Paradela cheia de amor
De encanto e de valor
Oh gente trabalhadora
Oh homens de valor
Paradela está em festa
A nossa marcha é esta
Do concelho de Chaves
Da montanha é a primeira
Em paz e Harmonia
E de gente mais ordeira
Refrão:
Paradela a sorrir
Mostrando Formosura
E a todos ela acolhe
Com encanto e ternura
Refrão:
Fidalgos e valentes
Homens de pulso forte
Aqui está a nossa terra
Paradela de Monforte
Refrão:
Paradela és tão linda
E tens tanta beleza
Com alegria infinda
Da mais bela natureza
Refrão:
Paradela filha és
Do amor mais profundo
Vem todos a teus pés
Paradela grita ao mundo
Segunda-feira, 23 de Abril de 2012
Fontes
Embora um pouco esquecidas, as Fontes de Mergulho continuam presentes e às vistas de quem as quer ver. Na verdade são uma prova e um símbolo da nossa cultura, das nossas gentes e da nossa identidade.
Ainda hoje, todas as cinco existentes na aldeia se encontram cheias de água. A vegetação espontânea, as teias de aranha e algum lixo no interior são sinais evidentes de pouca atenção. Não só o que é moderno é melhor ou mais bonito.
No bairro da fontela existiu, até à então requalificação da estrada que liga Paradela-Casas de Monforte, a suposta fontela. Creio que a estrada esteja a uma quota mais alta a esta suposta nascente de água que existiu na borda do caminho.
É fácil perceber as origens pelo qual este nome está associado ao bairro.
Muitas das vezes eram o único local de abastecimento de água das aldeias e cidades, algumas de belíssimas construções em pedra. As fontes relembram histórias marcadas pelo lavar das roupas, pelo beber da água, encontros, conversas e namoros apaixonados.
Actualmente, embelezam cidades e aldeias, por isso, devem ser recordadas e preservadas.
Quinta-feira, 19 de Abril de 2012
"Abril, Águas mil?"
Domingo, 15 de Abril de 2012
Dia ventoso
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