“Eu amo Trás-os-Montes naquele silêncio das florestas e das estradas afastadas que aguardam ora a neve, ora o pavor do Verão. Amo-o ainda mais quando vejo a cor da terra e a sombra dos seus castelos em ruínas, quando suspeito o fundo dos rios, os recantos junto dos açudes e a altura das árvores. E perco-me desse mal de paixão, quando, de longe, Trás-os-Montes se assemelha vagamente a uma terra prometida aos seus filhos mais distantes, ou mais expulsos, ou mais ignorados, ou mais mortos apenas. E amam-se aquelas árvores porque vêm do interior da terra, justamente, sem invocar a sua antiguidade ou a sua grandiosidade. Ama-se o frio, até, o esplendor das geadas sobre os lameiros, o sabor da comida que nunca perdeu a intensidade nem a razão. E amam-se os rios, os areais, os poços das hortas, as cancelas de madeira que vão perdendo a cor, e talvez se amem o fogo das lareiras, os ramos mais altos dos freixos e das cerejeiras, os jardins abonecados das suas cidades, o granito das casas, o cheiro das aldeias onde ao fim da tarde se chama paz ao silêncio e se dá nome de chuva à água do céu.”
Francisco José Viegas

sexta-feira, 23 de abril de 2010

A outra face

Em cada recanto da nossa aldeia encontramos casas devolutas. São casas antigas, construídas particularmente em granito, outrora ocupadas por famílias numerosas, agora vazias, esquecidas e muitas em risco de ruir . Tudo o que resta delas, são pouco mais do que algumas paredes que guardam muitas estórias por contar ... Nestas ultimas décadas Paradela tem-se expandido em novas construções habitacionais, poucas foram as reconstruções ! O problema tem persistido, e neste caso em concreto, é o inverso da centralização !

Já agora, sabem onde é este lugar ?

2 comentários:

Joaquim Carvalho disse...

Eu sei mas não vou divulgar.

Paulo Ferreira disse...

Estas casas ficam mesmo do lado de trás do salão da igreja, ao pé de casa da "Tia" Piedade .