“Eu amo Trás-os-Montes naquele silêncio das florestas e das estradas afastadas que aguardam ora a neve, ora o pavor do Verão. Amo-o ainda mais quando vejo a cor da terra e a sombra dos seus castelos em ruínas, quando suspeito o fundo dos rios, os recantos junto dos açudes e a altura das árvores. E perco-me desse mal de paixão, quando, de longe, Trás-os-Montes se assemelha vagamente a uma terra prometida aos seus filhos mais distantes, ou mais expulsos, ou mais ignorados, ou mais mortos apenas. E amam-se aquelas árvores porque vêm do interior da terra, justamente, sem invocar a sua antiguidade ou a sua grandiosidade. Ama-se o frio, até, o esplendor das geadas sobre os lameiros, o sabor da comida que nunca perdeu a intensidade nem a razão. E amam-se os rios, os areais, os poços das hortas, as cancelas de madeira que vão perdendo a cor, e talvez se amem o fogo das lareiras, os ramos mais altos dos freixos e das cerejeiras, os jardins abonecados das suas cidades, o granito das casas, o cheiro das aldeias onde ao fim da tarde se chama paz ao silêncio e se dá nome de chuva à água do céu.”
Francisco José Viegas

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Onde será ?


Os caldeiros permanecem no lugar, mas as flores, essas, as que decoravam a bonita terraça, há muito que desapareceram . Muita pena !

Desafio : A quem me souber dizer que lugar é este, e terá uma bebida bem fresquinha, paga por mim no dia da festa .

4 comentários:

Anónimo disse...

É naquela casa ao pé da igreja, que pertence aos Sarmentos.

Paulo Ferreira disse...

Correcto ! Não era nada dificil . Mas... assim não lhe poderei oferecer uma bebida !

Andreia Santos disse...

podes porque fui eu Andreia Santos quem colocou o comentário, só não pus a identificação pk no momento não estava a conseguir.

Paulo Ferreira disse...

Muito bem Andreia ! Está prometida .