“Eu amo Trás-os-Montes naquele silêncio das florestas e das estradas afastadas que aguardam ora a neve, ora o pavor do Verão. Amo-o ainda mais quando vejo a cor da terra e a sombra dos seus castelos em ruínas, quando suspeito o fundo dos rios, os recantos junto dos açudes e a altura das árvores. E perco-me desse mal de paixão, quando, de longe, Trás-os-Montes se assemelha vagamente a uma terra prometida aos seus filhos mais distantes, ou mais expulsos, ou mais ignorados, ou mais mortos apenas. E amam-se aquelas árvores porque vêm do interior da terra, justamente, sem invocar a sua antiguidade ou a sua grandiosidade. Ama-se o frio, até, o esplendor das geadas sobre os lameiros, o sabor da comida que nunca perdeu a intensidade nem a razão. E amam-se os rios, os areais, os poços das hortas, as cancelas de madeira que vão perdendo a cor, e talvez se amem o fogo das lareiras, os ramos mais altos dos freixos e das cerejeiras, os jardins abonecados das suas cidades, o granito das casas, o cheiro das aldeias onde ao fim da tarde se chama paz ao silêncio e se dá nome de chuva à água do céu.”
Francisco José Viegas

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Que bichinho é este ?


Castanho, felpudo e saltitando de árvore em árvore, eram características de um esquilo . Aproximei-me lentamente sem afugentar o bicho e, como de facto, tirei as minhas dúvidas . Era um esquilo ! Andava ele a saltar de amieiro em amieiro no ribeiro aos pinheiros . Acompanhei-o durante algumas dezenas de metros, ribeiro acima . Era esquivo e mais rápido do que o tempo em que eu demorava a focar a criaturinha . Bem... mas lá consegui !

1 comentário:

euroluso disse...

Também eu gosto de esquilos e por isso imagino a sua alegria a correr atrás dele para o fotografar. Será que por Travancas também os há? Já estou na aldeia por mais uns tempos! Neste Sábado vou aos Santos, a Chaves, e no outro a Carrezêdo de Montenegro, à feira da castanha!