“Eu amo Trás-os-Montes naquele silêncio das florestas e das estradas afastadas que aguardam ora a neve, ora o pavor do Verão. Amo-o ainda mais quando vejo a cor da terra e a sombra dos seus castelos em ruínas, quando suspeito o fundo dos rios, os recantos junto dos açudes e a altura das árvores. E perco-me desse mal de paixão, quando, de longe, Trás-os-Montes se assemelha vagamente a uma terra prometida aos seus filhos mais distantes, ou mais expulsos, ou mais ignorados, ou mais mortos apenas. E amam-se aquelas árvores porque vêm do interior da terra, justamente, sem invocar a sua antiguidade ou a sua grandiosidade. Ama-se o frio, até, o esplendor das geadas sobre os lameiros, o sabor da comida que nunca perdeu a intensidade nem a razão. E amam-se os rios, os areais, os poços das hortas, as cancelas de madeira que vão perdendo a cor, e talvez se amem o fogo das lareiras, os ramos mais altos dos freixos e das cerejeiras, os jardins abonecados das suas cidades, o granito das casas, o cheiro das aldeias onde ao fim da tarde se chama paz ao silêncio e se dá nome de chuva à água do céu.”
Francisco José Viegas

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Nª Senhora das Graças - 2011

No passado domingo, dia 18 de Setembro, dia principal das festividades em honra de Nª Srª das Graças, padroeira da Paróquia de Santa Maria Maior, o jardim público foi pequeno para o mar de gente de todo o concelho. Pelo sétimo ano consecutivo, as festividades são organizadas pelo Município, Associação Chaves Viva, Paróquias de Santa Maria Maior e Santa Maria Madalena e Paróquias do concelho de Chaves . É um evento que se realiza todos os anos, envolvendo quase todas as Freguesias na participação, levando cada uma o seu respetivo(a) padroeiro(a) às celebrações religiosas . Recorde-se que estas festividades foram reativadas em 2005, depois de uma estagnação de 5 décadas . Porém, a padroeira dos fidalgos , Nª Srª das Neves, não era a imagem que o andor exibia, mas sim a Nossa Senhora da Penha . A imagem da padroeira tem estado em Chaves para reparação, após um pequeno incidente aquando da festa da Srª da Penha . Na noite do arraial fomos alertados de que a casa das esmolas estava a arder ! Foi mais o susto que o próprio sucedido, e nada que uma pintura nova não resolva . Sempre é melhor um santo que nenhum a participar no evento . A Nª Srª da Penha, além de não lhe faltarem devotos, foi um lindo andor que brilhou no meio dos 42 participantes. Ouviam-se alguns elogios por parte dos que assistiam (ex:8:05). Após a celebração da Eucaristia seguiu-se uma majestosa procissão em direção à Praça de Camões, acompanhada por seis Bandas Filarmónicas da região que abrilhantaram as festividades, terminando com uma benção do padre a todos os fiéis .
Nota: não são mostrados todos os andores nas filmagens, graças à pouca carga da bateria da máquina que foi dando os primeiros sinais, pouco depois da procissão ter início .

1 comentário:

euroluso disse...

Muito boa reportagem!