“Eu amo Trás-os-Montes naquele silêncio das florestas e das estradas afastadas que aguardam ora a neve, ora o pavor do Verão. Amo-o ainda mais quando vejo a cor da terra e a sombra dos seus castelos em ruínas, quando suspeito o fundo dos rios, os recantos junto dos açudes e a altura das árvores. E perco-me desse mal de paixão, quando, de longe, Trás-os-Montes se assemelha vagamente a uma terra prometida aos seus filhos mais distantes, ou mais expulsos, ou mais ignorados, ou mais mortos apenas. E amam-se aquelas árvores porque vêm do interior da terra, justamente, sem invocar a sua antiguidade ou a sua grandiosidade. Ama-se o frio, até, o esplendor das geadas sobre os lameiros, o sabor da comida que nunca perdeu a intensidade nem a razão. E amam-se os rios, os areais, os poços das hortas, as cancelas de madeira que vão perdendo a cor, e talvez se amem o fogo das lareiras, os ramos mais altos dos freixos e das cerejeiras, os jardins abonecados das suas cidades, o granito das casas, o cheiro das aldeias onde ao fim da tarde se chama paz ao silêncio e se dá nome de chuva à água do céu.”
Francisco José Viegas

domingo, 16 de outubro de 2011

"Desculpe, onde é a casa de banho ?"

Há já muito tempo que se pensava levar a cabo a construção de sanitários no recinto, onde se realiza anualmente a festa de Nª Senhora da Penha. Pelo que a foto nos demonstra, esses pensamentos já estiveram mais distantes . O local da edificação dos sanitários será próximo do coreto, junto à vedação do sr Octávio. Como sempre, toda a ajuda é bem-vinda, pelo que falta dar início a esta que é mais uma maratona para a concretização de mais um feito em louvor à Santa e à Fidalguia.

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