“Eu amo Trás-os-Montes naquele silêncio das florestas e das estradas afastadas que aguardam ora a neve, ora o pavor do Verão. Amo-o ainda mais quando vejo a cor da terra e a sombra dos seus castelos em ruínas, quando suspeito o fundo dos rios, os recantos junto dos açudes e a altura das árvores. E perco-me desse mal de paixão, quando, de longe, Trás-os-Montes se assemelha vagamente a uma terra prometida aos seus filhos mais distantes, ou mais expulsos, ou mais ignorados, ou mais mortos apenas. E amam-se aquelas árvores porque vêm do interior da terra, justamente, sem invocar a sua antiguidade ou a sua grandiosidade. Ama-se o frio, até, o esplendor das geadas sobre os lameiros, o sabor da comida que nunca perdeu a intensidade nem a razão. E amam-se os rios, os areais, os poços das hortas, as cancelas de madeira que vão perdendo a cor, e talvez se amem o fogo das lareiras, os ramos mais altos dos freixos e das cerejeiras, os jardins abonecados das suas cidades, o granito das casas, o cheiro das aldeias onde ao fim da tarde se chama paz ao silêncio e se dá nome de chuva à água do céu.”
Francisco José Viegas
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quinta-feira, 30 de maio de 2019

Paradela in Roteiros de Chaves


Texto Retirado de: “Roteiros de Chaves”, editado pelo Grupo Cultural Aquae Flaviae em 1998. Fotos de Joaquim Carvalho

Situa-se esta povoação a uma altitude de 650/660 metros e dista 15 quilómetros da sede do concelho. Pertenceu ao concelho de Monforte de Rio Livre até 31-12-1853, data em que foi dissolvido e incorporado no concelho de Valpaços e Chaves. Eclesiaticamente pertenceu à diocese de Miranda do Douro e depois Bragança, passando em 1922 à recém criada diocese de Vila Real.

“Os seus campos, que se alargam num aprazível vale, são atravessados por um curso de água que desce da vizinha serra de Mairos. São férteis e produzem abundantemente as culturas regionais.

Esta povoação assenta no regaço da serra , acha-se a uma apreciável altitude, tem abundância de boa e cristalina água, e o seu clima é bom e sadio, embora na estação invernosa seja bastante frio.”

A sua população era de 395 habitantes em 1981, tendo decrescido para 295 em 1991, em conformidade com o respectivo censo populacional.

Foi instituída a Associação Recreativa e Cultural Fidalgos de Paradela, em 06-08-1986 com a quota variável mensal de 50$00. Não foi dissolvida, porém, carece de reactivação.

Qual a origem do topónimo de Paradela? Algumas opiniões tem havido., tais como: “Dois irmãos cavaleiros à guisa de exploradores ou fugitivos da sociedade, toparam um alto onde se lhe deparou o vale de Paradela.
- Que linda e ampla veiga a que se encontra!
- Pára nela, lhe disse o outro num gesto de desdém...
- Pois hei-de parar... e como disseste “Para nela”, há-de ser esse o nome do nosso acampamento.
E daqui veio – dizem os naturais – por mudança do “N” em “D”, o nome de Paradela”.

Para além desta e outras bonitas palavras laudatórias dos referidos cavaleiros, que se perfilham também, há a vontade criadora e simples do povo para justificar o nome dado às coisas. O Abade de Baçal, Viterbo e também o Padre João Vaz de Amorim informam que “Parada se refere a um tributo ou foro, pago ao direito senhor. O próprio nome da povoação – Paradela deriva dum foro a que se dava o nome de Parada, ‘Jantar, Comedoria, Comedura, colecta, Colheita’ (Vida ou Visitação quando se tratava de bispos ou outras pessoas eclesiásticas) foro esse que o povo pagava aos senhores da terra, quando nela apareciam o qual consistia em lhe darem certa quantidade de mantimentos ou dinheiro, para mantença ou aposentadoria deles e da comitiva.”

Estes costumes agora citados são referentes aos séculos XII a XV o que leva a supor que o topónimo de Paradela tivesse tido origem uns bons séculos atrás. Ora vejamos. No lugar do Amêdo, bem perto da povoação e na margem direita do ribeiro do Torneiro, existiu um povoado romanizado. Ali foram encontrados uma mó manuária, um pio, pilão ou pieiro, em pedra regional. Após uma ligeira prospecção à superfície, foram detectados pedaços de “tegulae” e cerâmica doméstica. De Aquae Flaviae (Chaves) saia uma via romana, conhecida por “Calçada das Minas”, passava nos termos de Vila Frade, Lamadarcos, pela margem direita do ribeiro Rosmaninho, ia a Vilarelho de Cota, Enxames e ... Asturica Augusta. Dessa via saiam ramais de vias secundárias, sendo uma delas para o Castro da Tróia, em Mairos, um castro entre os termos de Curral de Vacas e Paradela de Monforte, o castro onde agora assenta o Castelo de Monforte de Rio Livre, etc. É sabido que, no planalto entre Curral de Vacas, Mairos e Paradela, existe o milenário topónimo Vereia. Este vocábulo é formado pela contracção de duas palavras latinas “vehere rheda”, significando a primeira – arrastar, puxar, levar ou trazer; a segunda significa – carro de quatro rodas que, “arrastada por oito ou dez cavalos ou muares, a Reda era uma carro de transporte colectivo de passageiros e para cargas pesadas. Era também...”

Com isto poderá concluir-se que os referidos carros puderam transitar por esse lugar, ao qual os povos limítrofes de então apelidaram de “vehere rheda”, dando origem aos topónimos derivantes: vereia, vreia, vrea, bereia, breia ou brea.

A organização administrativa romana era admirável. A deslocação das suas colunas militares e não só, obedeciam a normas regulamentares e criaram bases para chegarem ao destino com, pelo menos, o mínimo de condições. Assim, em lugares previamente estudados, cidades ou cruzamentos viários importantes, estabeleciam as chamadas “mansiones” e “Stantiones / mutationes”. As “mansiones” eram estalagens ou albergues para acolher com dignidade os viandantes, as suas cavalgaduras e carros e demais coisas necessárias para continuar a marcha, incluindo a substituição de animais. As “stationes / mutationes” eram paragens em lugar de guarnição, destinadas a algum descanso, tomada de alimentos e mudança de animais e possíveis arranjos indispensáveis. Entre as “mansiones” e “mutationes” havia, naturalmente, as chamadas “paratas” ou paradas, paradelas ou paradinhas, mais ou menos certas, para as pessoas e animais se dessedentarem, ajustar os arreios dos animais ou cargas, com um curto descanso. Assim, em meu entender, teria nascido o topónimo de Paradela, sendo-lhe acrescido mais tarde o determinativo de Monforte, sem desvirtuar as informações atrás indicadas, relativas aos séculos XII a XV, adaptadas no seu espaço e tempo.

Caminhemos então pela aldeia, paulatinamente.

Após um pontão sobre o Ribeiro do Torneiro, denominado de Ponte de São Martinho, está composto um marco rectangular comemorativo do evento, com manifestação de foros de fidalguia. Tem uma legenda em três das suas faces que, para uma fácil leitura se descrevem.



“HONRA A TODOS OS BENEMÉRITOS * TEM A NOSSA ESTRADA 2534M”

“ PONTE NOVA DE SÃO MARTINHO FEITA EM 11-11-1928 VIVA O POVO TRABALHADOR FIDALGOS DE PARADELA”

“O TRABALHO É HONRA – GLÓRIA E VIRTUDE”

Muito a propósito, a Câmara Municipal mandou lançar em acta um voto de louvor à Junta de Freguesia: “por ter com um pequeno subsidio, construído um troço de estrada, de 6m de largo por 3000 de comprimento”

Entrando na parte antiga da aldeia iremos encontrar a vetusta e interessante Capela de Nossa senhora do Rosário, com uma galilé suportada por quatro colunas rectangulares, parecendo ter sido de construção posterior. Nela houve enterramentos desde tempos recuados.



Na construção ou reconstrução da galilé ou cabido, do lado direito, está inserida uma pedra tumular com uma inscrição, ilegível, pelo descuidado cimento que lhe deitaram, porém contendo bem nítida a data de 1719. O seu chão é lajeado. Lateralmente, a capela tem uma janela em arco, em forma de seteira para iluminação diurna. Tem uma sineira simples sobre a parede lateral do telhado, em estilo galaico-transmontano. É rematada com uma cruz latina. Inicialmente estaria no frontispício, devendo ter sido mudada para adaptação da galilé.

Merece uma visitinha, muito embora o seu interior seja bastante sóbrio e modesto. A porta de entrada é um arco de volta inteira e de bordo biselado. Evidenciam-se nele mostras cordiformes, intercaladas com esculpidos de objectos sagrados e figurações antropomorfas.

Próximo desta capela encontra-se a parte restante de uma fachada de uma casa senhorial agrícola da primeira metade do século XVIII, já muito degradada e alterada. As suas janelas já inoperantes, tem boa moldura de pedra, com mísula, um luxo naqueles tempos. Entre elas estão salientes duas interessantes gárgulas para escorrência das águas pluviais. A beira do telhado apoia-se numa típica cornija e sobre a padieira da entrada principal está uma bonita cruz latina, suportada por uma interessante peanha com desenhos de adorno, em baixo relevo.

Manifestação de religiosidade e riqueza do século XVIII

No dintel da entrada tem a seguinte inscrição:
I (esus) ----+---- (ominis) S (alvator)
1730

Caminhemos pelo centro da aldeia e vamos visitar a Igreja Paroquial. É sóbria de linhas, mas ela aí está sobranceira e donairosa a todos os que aqui passam. Na sua frontaria um arco peraltado de volta inteira adorna a porta principal. Mais acima, em forma de seteira, abre-se uma janela de penetração de ar e luz. Uma torre sineira, emoldurada em estilo galaico-transmontano, suporta uma cruz latina e dois pináculos, completando assim a harmonia da sua fachada.




A sua padroeira é Nossa Senhora das Neves, cuja festividade se comemora no dia 5 de Agosto. Considera-se a festa dos casados. Um casal toma o cargo de zelar anualmente a Igreja Paroquial. Ele fazendo o ofício de sacristão, e ela cuida da limpeza da igreja, paramentos sacerdotais, etc., principiando no dia imediato à festividade. No término do ano o casal organiza a festa, como desfecho, onde não pode faltar um frango, uma cabaça de vinho, um cacho de uvas, uma melancia e as respectivas chaves da igreja.



Com alguma pompa e circunstância, o ramo é entregue ao casal já apontado e, à porta deste, é feito o baile da entrega do ramo, trocando os homens as suas mulheres, isto é, um dança com a mulher do outro e assim vai continuando a tradição.
Entremos pela bonita e velhinha porta travessa, de arco elipsoidal e de aduelas alargadas na sua metade inferior Porém, antes de entrar, vejamos a belíssima e algo misteriosa inscrição postada ao seu lado direito.



Está escrita em palavras sincopadas e letras conjuntas cuja transcrição, em linguagem corrente, respeitando a forma da época é:
“NESTA IGREJA SE DIZEM TRES MISSAS REZADAS E Hà CÂTADA CADA ANO CÕ Hà PERNA DE VACCA PERA OS POBRES PREZENTES PELA ALMA DOS INSTITUIDORES DE Q SE NAÕ SABE OS NOMES HE DA COROA. 625¬”

O mistério que encerra esta inscrição já vem desde 1625, e que, já então, diziam, “pela alma dos instituidores de quem não se sabe os nomes”, ou não convinha saberem-se, talvez por motivos políticos. Até agora continua o mistério do conhecimento dos “instituidores”.





Em 1965, por ocasião de um restauro no interior da igreja, incluindo o revestimento das paredes com azulejos, ao tirar o reboco junto à porta travessa, que era rectangular de ambos os lado, verificou-se que esta porta era falsa. Retiraram-se as pedra postiças que a compunham e surgiu bela porta de arco, e que agora se admira. Ainda lá se encontram os gonzos da pedra, bem puídos pelas portas couceiras, tendo uso semelhante a porta principal.



A igreja é de uma só nave e capela mor. As suas linhas são simples, com o altar mor e dois laterais O púlpito agora em desuso, foi construído em 1730, ou por ocasião de um aumento da igreja ou por encaixe. O seu acesso é pela nave, por uma escada de pedra com um corrimão de madeira e apoiado numa interessante coluna e pedra. Tem a seguinte inscrição em palavras sincopadas e letras conjuntas:

SEND IUIS GLZ


Informa esta inscrição que o púlpito foi feito “SENDO JUIZ JOÃO G(onça)L(ve)Z, fazendo parte da comissão fabriqueira da igreja.



Ao fundo da nave encontra-se uma bonita pia baptismal, em boa pedra da região, do estilo manuelino, com a sua copa em polígono de doze lados e com cercaduras cordiformes. Na extinta sacristia, fazendo agora parte da igreja mor, encontram-se na parede exterior da primitiva igreja, três curiosos modilhões de cabeças antropomorfas. Parecem ser de coetâneos da data de 1240 e que se encontra patente em uma pedra de uma fiada da parede sul.



Certamente, por ocasião de um aumento e restauro houve o feliz cuidado de recolocar, bem à vista, em duas pedras unidas, as datas de 1872, último aumento e, 1240, a muito provável data da feitura da primeira igreja. Estes dados permitem que esta igreja se possa classificar como estilo românico simples, do século XIII.

Na década de 1930, na sacristia, encontrava-se um bonito quadro dourado, com uma bela pintura, em retábulo, de Nossa Senhora do Leite.

Depois de vários anos de maus tratos da irresponsável garotada, acabou por ser vendido, na década de 1970, a um antiquário de Braga, conforme informações recebidas.

Junto à igreja situa-se uma grande e boa casa senhorial agrícola. Encontra-se desabitada.

Pertence à mui distinta família Morais Sarmento, onde também possui bom e dilatado património rústico. Na citada casa nasceu, em 23 de Setembro de 1886, o distintíssimo lente e reitor da Universidade de Coimbra, Doutor António Luis de Morais Sarmento. Faleceu em Vidago, em 11 de Agosto de 1941, sendo sepultado em Faiões, a seu pedido.

domingo, 14 de novembro de 2010

O forno do povo

O forno do concelho, como muita gente lhe chama . Era um importante símbolo em cada aldeia, dada a sua localização estratégica, (normalmente no centro do povo) um lugar onde todos estavam em situação de igualdade-um sitio neutro . Já albergou, em muitas noites, mendigos, ciganos, ou simplesmente caminhantes . Todos eram convidados e não havia excepção .
Acredito, que muitas estórias aí se contavam ao aconchego do calor das brasas, nas gélidas noites de Inverno . O forno do povo já cozeu pão para muitos fidalgos, pois as famílias eram mais numerosas que hoje em dia . A sua utilização era rotativa; marcava-se a vez na noite anterior, ou no próprio dia de manhã bem cedinho (por vezes, alguns dias de antecedência) -punha-se um guiço espetado numa fenda da porta do forno, onde se enforna o pão .

Duas fidalgas genuínas acabando de tirar o pão, cozido em forno próprio .

Há muito que a sua procura, quer para cozer pão, quer para fazer assados, tem vindo a diminuir . Actualmente, poucos são os que o utilizam, penso até que ninguém, pois quase todos possuem forno particular por não se tornar tão dispendioso como o do concelho .

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades...mas não mudamos o nosso rico e saboroso pão !

domingo, 22 de agosto de 2010

A lenda de Nossa Srª das Neves

"Nossa Srª das neves"
Já contavam os pais dos nossos pais e os pais deles a lenda da Padroeira da aldeia . Reza a lenda que numa noite a igreja da nossa terra foi visitada pelos amigos do alheio . Pela calada da noite, sem que ninguém desse por nada, os intrusos entraram na igreja para levar a imagem de N. Srª das Neves rumo à vizinha aldeia de Águas Frias . - A partir deste ponto, a história contada por alguns fidalgos diverge um pouco ; Uns crêem que a Nossa Srª seria levada ao colo até ao ribeiro da mór negra . Posteriormente , perante a dificuldade que lhes foi surgida, um carro de bois seria uma boa tentativa na travessia do ribeiro; mas ... outros, crêem que foi levada num carro de bois que os esperava perto de Paradela . Um pouco descrente nesta lenda, mesmo assim, optei pela segunda versão, parece-me ser a mais convincente .
Continuando...


"Caminho que atravessa o ribeiro da mór negra"

O trajecto seria feito num carro puxado por uma junta de bois, em que em cima seguia, emparada por alguém, a imagem da Srª das Neves . A viagem foi feita sem nenhum percalço até ao dito ribeiro . Este seria o local que marcaria o fim do percurso . Impedidos por alguma força oculta, talvez divina, estes mal-feitores não puderam prosseguir caminho até ao destino bem próximo dali . As tentativas na travessia do ribeiro foram em vão, pelo que tiveram que regressar com a Santa para trás, onde foi colocada no seu devido lugar, permanecendo aí, desde então, até aos dias de hoje, saindo uma vez por ano; data em que se venera a festa em Sua honra .

segunda-feira, 29 de março de 2010

Como é bom recordar...

E ver fotos nunca antes vistas !
Esta foto é daquelas que, quando clicava-mos no botão da máquina, saía logo a fotografia no momento . Lembram-se das velhinhas polaroid ? Muito boas para a época !

O(a) autor(a) da foto quis gravar um dos momentos em que passava a procissão dos bonitos andores da festa da Srª da Penha . Desconhecendo a data da foto, apenas reconheço alguns dos fidalgos que vem mais à frente na procissão . Quem deverá ter um valor mais aproximado do Ano da festa, será talvez, alguns dos figurastes, fazendo uma estimativa à sua idade nessa altura .

segunda-feira, 22 de março de 2010

Antigos moinhos

Aqui há uns dias atrás, andava eu a tirar umas fotografias nas proximidades dos antigos moinhos do "Ti Jaime moleiro" e, ao aproximar-me pela suposta entrada principal, nunca antes o fizera por este lado, talvez por estar camuflada de silvas e trepadeiras, reparei que havia umas inscrições em ambos os lados da suposta entrada . Fiquei surpreso, pois nunca antes as tinha visto . Cada pedra tem uma data diferente, agora só não entendo se será, uma data de inicio de construção, e a outra de conclusão ! Será isso ?

A foto em baixo é a mesma, apenas tracejei a escuro as referidas datas e nome para podermos ver melhor .

domingo, 15 de novembro de 2009

Noutros tempos...

Da "fonte do ouro", passando pelos "coelhos", "sambrissìmo" até à "rebeirinha". Eram por esses lados onde outrora abundavam vários soutos, seguindo-se uns aos outros.
Paradela já teve o seu auge da castanha, estamos a falar até por volta da década de 40. A partir dessa época tais soutos acabaram por se extinguir, os poucos castanheiros que ainda restam, alguns ainda desse tempo,são os do "ti" Isolino e do "ti" Carolino.

Vários foram os motivos dos quais se deve à sua extinção, entre eles, principalmente o abate, pois naquele tempo o dinheiro era escasso e as famílias viam-se obrigadas a venderem-nos para madeira.
Nessa época produzia-se muita castanha, também centeio e outras pequenas coisas, tais como o linho, daí a palavra "linhar",esses pequenos espaços de cultivo que existem dentro e à beira da povoação.


Quanto à batata, essa, colhia-se muito pouca que, por vezes nem dava para as pessoas se alimentarem dela o ano inteiro. Após a 2ªGuerra Mundial é que começou a ser importada da Europa, mais concretamente da França, em tais quantidades que assim puderam satisfazer as necessidades das pessoas. Pois a batata já existe há muito tempo, sendo ela originária do Perú.


quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Brasão de Paradela



Finalmente tivemos acesso ao Brasão de Paradela. Os meus agradecimentos à Junta de Freguesia e ao Marcos por mo terem enviado para poder tornar público. A descrição do Brasão já tinha sido tornada pública através do Edital da Junta de Freguesia de 20 de Fevereiro de 2009.


JUNTA DE FREGUESIA DE PARADELA

Edital n.º 221/2009
Ordenação Heráldica Brasão, Bandeira e Selo.
José Manuel Agrelo Pires, presidente da Junta de Freguesia de Paradela, do município de Chaves:
Torna pública a ordenação heráldica do brasão, bandeira e selo da freguesia de Paradela, do município de Chaves, tendo em conta o parecer emitido em 16 de Setembro de 2008, pela Comissão de Heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses, e que foi estabelecido, nos termos da alínea q), do n.º 2 do artigo 17.º do Decreto -Lei n.º 169/99 de 18 de Setembro, sob proposta desta Junta de Freguesia, em sessão da Assembleia de Freguesia de 28 de Dezembro de 2007. Brasão: escudo de púrpura, almofariz com seu pilão, tudo de prata, realçado de negro, entre duas espigas de centeio de ouro, postas em pala; em chefe, coroa mariana de ouro; campanha diminuta de três tiras ondadas de prata e azul. Coroa mural nos termos da lei. Listel branco, com a legenda a negro: «Paradela — Chaves». Bandeira: branca. Cordão e borlas de prata e púrpura. Haste e lança de ouro. Selo: nos termos da Lei, com a legenda: «Junta de Freguesia de Paradela — Chaves».
20 de Fevereiro de 2009. — O Presidente, José Manuel Agrelo Pires.

sábado, 20 de junho de 2009

Igreja de S. João Baptista de Cimo de Vila ( e de Paradela)

Hoje ao navegar um pouco pela internet para recolher informação sobre os lugares e a história da nossa região deparei com algumas fotos que me deixaram curioso, encontrei fotos da Freguesia vizinha de Cimo de Vila Da Castanheira onde pude ver que, as passadeiras de flores nas ruas, nomeadamente no Corpo de Deus, não são exclusivo da nossa aldeia!



Imagem: http://cimodeviladacastanheira.blogs.iol.pt/

Posto isto, tentei encontrar alguma informação que nos pudesse relacionar com a aldeia de Cimo de Vila da Castanheira, qual não é o meu espanto quando encontrei isto:


A aldeia de Cimo de Vila da Castanheira é talvez o povoado mais antigo da região flaviense. Embora não se saiba ao certo qual o primeiro povo que aí se fixou, sabe-se que a existência de um castro (no Alto de S. Sebastião) comprova que mesmo já existia antes de Cristo, pois calcula-se que terá sido construído pelos Celtiberos. Ainda hoje se vêem vestígios do mesmo embora tenha sido destruído já nos finais do século XX.

Mais tarde foi habitada pelos Romanos, e pelos Quarquernios (cuja existência se comprova pela toponímia de locais como «quarquas») os quais participaram na construção da Ponte Romana de Chaves.
Sendo mais tarde habitada pelos Mouros (ver que o Castelo do Mau Vizinho se chama também Castelo dos Mouros) e terá sido reconquistada pelo Conde Odoário, irmão do Rei Afonso III das Astúrias e Presor de Chaves que por seu irmão foi encarregue do povoamento da Galiza e de parte do Condado Portucalense, e terá sido no tempo do Conde que foi construída a torre que se encontra junto à igreja românica de S. João Baptista.

Com a instauração da nacionalidade Cimo de Vila passou a ser reitoria do 1.º conde de Atouguia, guarda-mor da Vila de Chaves, e posteriormente dos outros condes de Atouguia, até que foi incorporada no concelho de Monforte de Rio Livre, em 1759 e posteriormente no concelho de Chaves em 1853.
A História das comunidades rurais quase sempre se fez ao ritmo da igreja e assim as maiores citações aparecem nos livros eclesiásticos. No tecto da Igreja de S. João surge a data de 1131, e alguns historiadores dizem que em 1258 as aldeias de Lebução, Roriz e Paradela tinham uma só igreja e que são dependentes de S. João da Castanheira «et in ipsis villis de Lebusam et de Ruoriz et de Paradela habentur singule ecclesie et sunt sufraganae de ecclesie Castineira.»

Diz o Abade de Baçal que «em 1514 concedeu o papa Leão X a El Rei D. Manuel que se tirassem vinte mil cruzados de renda, nos frutos das Igrejas e Mosteiros de Portugal, para deles se fazerem comendas da Ordem de Cristo reservando-se ainda ao pároco Côngrua sustentação» e na relação das comendas aparece a de S. João Baptista da Castanheira, o que revela a importância que esta paróquia tinha.

Consta que a Castanheira participou activamente nas lutas do pós implantação da República e que por cá andaram os «vermelhos» como se chamava aos combatentes anti-franquistas da guerra civil espanhola, pois as gentes da Castanheira os apoiavam com alimentos e abrigo.


Fonte: http://portugal.veraki.pt

Para mim esta informação acerca da história da nossa aldeia é completamente nova e não sei se não o será para a grande maioria dos Fidalgos!
Daqui podemos tirar várias conclusões:

1º: Se Cimo de Vila é das povoações mais antigas das história por terras flavienses, Paradela também o é, pois tal como se encontra documentado, partilharam a Igreja S. João Baptista.

2º: Parece-me ser bastante provável que a tradição que ainda hoje existe nas duas freguesias seja originária desse período, pois é razoável pensar que os nossos antepassados aquando da construção de um lugar de culto no nosso povo, tenham levado e preservado até hoje esta tradição.

3º: Podemos afirmar com toda a certeza que Paradela já existia entre o período compreendido entre 1131 e 1258...

Apartir de hoje, quando passar pela Igreja de São João Baptista, vou sentí-la um pouco como minha também, sei que há vários séculos já os nossos antepassados prestavam aí o seu culto.




Penso que seria uma excelente promover junto das entidades competentes, nomeadamente as paróquias envolvidas (ou seja Paradela, Cimo de Vila e Roriz), a Diocese de Vila Real e as Juntas de Freguesia uma iniciativa, juntando uma vez por ano na nossa igreja uma missa para que estes factos não morram nos livros de história e para que deste modo os laços que nos unem sejam de novo fortalecidos. É apenas uma ideia, o que acham?

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Um pouco de História...

No sec. XIX Paradela pertencia a Monforte de Rio Livre, tinha dezanove Paroquias, que pertenciam a duas dioceses, Braga – Bragança.

São elas – 8 do concelho de Valpaços



1-Santa Valha
2-Fornos do Pinhal
3-Barreiros
4-Sonim
5-Bouçoais
6-Lebução
7-Fiães
8-Alvarelhos

E 11 do Concelho de Chaves

1-Tronco
2-Tinhela – Alvarelhos
3-Aguas Frias
4-Bobadela de Monforte
5-Cimo de Vila da Castanheira
6-Sanfins da Castanheira
7-Mairos
8-Travancas
9-Paradela de Monforte
10-Roriz
11-São Vicente da Raia

A Região de Monforte de Rio Livre dados Históricos, suas unidades geográficas, História Cultural e Religiosa.



D. Manuel Vieira de Matos, pela Bula da erecção da Diocese de Vila Real no dia 20-07-1922 dá comprimento à criação efectiva da nova e intitula-se nessa Bula, administrador apostólico da Diocese de Vila Real.

A partir dessa data 20-07-1922, o chamado arciprestado de Monforte de Rio Livre é desmembrado da Diocese de Bragança – Miranda.

Não era uma criança acabada de nascer. Era, e é, um bloco de Paroquias, em velho, maduro e fecundo roseiral de Primavera.

Ao terminar a sua Bula recomenda o grande arcebispo de Braga aos fieis, assim eclesiásticos como seculares, que anteriormente faziam parte do rebanho espiritual das Dioceses de Bragança e Lamego e que ora passam a nova Diocese, exorta vivamente no Senhor a que prestem a devida obediência ao Ordinário a cuja pastoreação ficam doravante confiados e venerem por única, legitima e canónica a sua autoridade.

Acrescentava D. Manuel – Primaz de Braga como anuncio Profético: - “ tenho esperança que esta nova Diocese seja, se não a melhor, uma das melhores dioceses de Portugal”.

Quero desde já prestar homenagem a todo esse brioso clero que moirejou por esse planalto de Monforte cujo expoente máximo foi o vosso grande sábio/culto, e zeloso Abade de Baçal, pároco de Mairos nos primeiros 7 anos da sua vida sacerdotal. (de 1889 a 1896)

Estamos num congresso de história e será bom recordar alguns dados históricos sobre esta região de Monforte, outrora pertencente a administração da casa de Bragança.

Fica limitada pela margem direita do rio Rabaçal, afluente do Tuela e do Tua a nascente, e a poente pela cumeada da Serra do Brunheiro, no cimo da qual se levanta já carcomida pelos séculos uma velha fortaleza medieval, que é o Castelo de Monforte de Rio Livre.

Livre de apelido, porque livre das águas do Tâmega e das águas do Rabaçal, e livre ainda, porque sempre independente de soberanias estrangeiras.

Consta que já no sec. XI aí existia a CIVITAS, depois acastelada e fortificada, que tinha o nome de BATOCAS ou TROIA e aparece nomeadamente nos primeiros documentos do reino como CIDADELA. A função deste castro seria como de atalaia, ou ponto de vigia frente ao Castelo de Monterrey, este já em Verin – Espanha e do Castelo de Chaves e lá ao longe o de Montalegre, Vinhais e Bragança.

Consta que D. Dinis transformou esta fortificação em Castelo, pelos meados do sec. XIV, sensivelmente contemporânea da torre do castelo de Chaves. Existe já uma referência do sec. XIII, em que figura como seu “tenente” o Magnate da casa de SOUSA, D. Gonçalo Mendes, grande valido Afonsino. Mas a administração normal e mais duradoura foi a da casa de Bragança. O título de Vila foi dado a Monforte por D. Afonso III, que também lhe concedeu o primeiro foral, dotado de 4 de Setembro de 1273, reservando o Rei para si o padroado, não dispensando os moradores do serviço militar. O rico-homem quando quisesse ir à Vila comer tinha de pagar do seu bolso. Que bela lição deste Rei para os nossos reizetes que vão comendo o povo e à custa do povo...



O meirinho da coroa não podia entrar na Vila e seu termo, quer dizer, que o funcionário judicial não podia ali administrar justiça ou injustiça. Aqueles moradores eram como afilhados do Rei.

Tinham feira dois dias por mês e era feira franca, isto é, podiam entrar bens ou pessoas fora da comarca.

Ficavam também os moradores isentos de pagar portagem em todo o país... claro que naquela altura não existia a brisa...

Mais tarde D. Manuel concedeu-lhe novo foral datado de Santarém em 1 de Junho de 1612; no regime liberal, por falta de moradores, este concelho foi extinto, sendo transferido para Lebução.

Das antigas muralhas já pouco resta, pois muita pedra foi roubada para construção de casas nas aldeias vizinhas, subsistindo apenas pequenos troços, num dos quais ainda se podem ver as portas da Vila.

A torre de menagem é a peça melhor conservada, e nela havia uma cisterna. Com pequenas alterações a torre do Castelo de Monforte é a copia da torre do castelo de Chaves, pelo que marcam não só uma época como também o seu autor. Tem uma panorâmica empolgante sobre o vale de Chaves, as terras de Verin e as serras de Larouco.

A “terra” ou região de Monforte compreendia, as Freguesias de São Vicente, Roriz, Travancas, Mairos, Paradela, São Fins, Castanheira, Aguas Frias, Bobadela, Tronco, Oucidres, Lebução, Bouçoais, Fiães, Tinhela, Alvarelhos, Sonim, Barreiros, Santa Valha e Fornos do Pinhal.

Tronco, neste tempo, não era paroquia, é de criação mais recente.

quarta-feira, 29 de novembro de 2006

Paradela In Noticias do Douro

Paradela de Monforte, aldeia que constitui ela própria uma freguesia, tem a área de 8,53 km2, uma população de 319 habitantes e 346 eleitores. O Presidente da Junta é José Manuel Agrelo Pires. O Padre Delmino Rodrigues Fontoura é pároco da Freguesia, anexa à de Mairos. Situa se a uma altitude de cerca de 650 metros e até 31 de Dezembro de 1853, pertenceu ao concelho de Monforte de Rio Livre. Eclesiasticamente, esteve incluída na diocese de Miranda do Douro, depois na de Bragança e só em 1922 passou a pertencer à então criada diocese de Vila Real. O topónimo pode referir se a um tributo ou um foro, a que se dava o nome de Parada, foro esse que o povo pagava aos senhores da terra, quando nela apareciam e que consistia em certa quantidade de mantimentos ou dinheiro, para mantença ou aposentadoria deles e da comitiva. Era um dos foros pagos entre os séculos XII a XV, pelo que a aldeia terá no mínimo essa antiguidade. É banhada pelo ribeiro do Torneiro que é atravessado pela Ponte de S. Martinho. Na parte antiga da aldeia está situada a interessante capela da Senhora do Rosário dotada de uma galilé. Tem como remate uma artística cruz latina e na sua base está inscrita a data de 1730. No centro da aldeia ergue-se a Igreja Paroquial, em estilo barroco, bem simples, com uma bela pia baptismal manuelina; tem por padroeira a Senhora das Neves cuja festividade se celebra em 5 de Agosto e é conhecida pela festa dos casados. É tradição, cada casal cuidar um ano da manutenção da Igreja, o homem servindo de sacristão e a mulher zelando a limpeza e asseio das instalações. Decorrido o ano, o casal organiza uma festa que inclui a elaboração de um ramo enfeitado com variados produtos da região, entre eles um frango, uma cabaça de vinho, um cacho de uvas, uma melancia e as chaves da Igreja. Realizam se algumas cerimónias religiosas, e este ramo é entregue ao casal destinado a desempenhar as funções de mordomo no ano seguinte. A festa termina com um baile, à porta do novo casal. Junto à Igreja existe uma grande e boa casa senhorial agrícola que pertence à distinta família Morais Sarmento. Na citada casa nasceu o ilustre transmontano, reitor da Universidade de Coimbra, António Luís de Morais Sarmento.
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segunda-feira, 25 de setembro de 2006

Terra Fria??? Terra Quente??? Afinal onde estamos???



A região de Trás-os-Montes e Alto Douro apresenta um ambiente geográfico de grande diversidade resultante da sua posição interior e da sua própria geomorfologia.
Assim, o cordão montanhoso litoral que se desenvolve do Alto Minho ao Alvão-Marão constitui uma barreira geográfica que tem influência decisiva na ecologia da região e tem sido um factor de forte isolamento físico, só há pouco tempo desfeito pelo troço IP4 do Marão.
A sua posição interior faz com que esteja fechada às influências marítimas não só pelo oeste como também pelo norte, sistema Galaico-Duriense (El Teleno, 2188 m) e pelos Cantábricos. Pelo oriente, sofre a influência do planalto Castelhano-Leonês e pelo sul a do planalto Beirão e Maciço Central, prolongamento do sistema Central Ibérico (Almançor, 2592 m, Serra da Estrela, 1993 m).
Interiormente, dada a variada geomorfologia, a região apresenta duas zonas bem definidas e há muito explicitadas nas designações regionais de Terra Quente e Terra Fria. O seu clima é também bem evidente quando se enuncia o refrão popular de nove meses de inverno e três de inferno. Na realidade o clima tem características continentais mas com regime tipicamente mediterrânico devido a uma xerofilia estival, muito marcada. A distribuição da precipitação é enorme já que varia desde mais de 2500 mm nas montanhas ocidentais aos 1500 mm nas montanhas do interior situadas a norte e os 400 mm nos vales encaixados do Douro Superior. Os valores de temperatura variam entre extremos bem acusados, pois podem verificar-se -16° C nos planaltos da Terra Fria de Bragança-Miranda e os 46° C no Vale do Douro. É neste ambiente geográfico que se desenvolve uma ocupação humana concentrada em aldeias, vilas e cidades que nos últimos anos tem sofrido algumas alterações, principalmente no que se refere a desertificação dos campos com emigração massiva para o estrangeiro, grandes centros populacionais do litoral e ultimamente para os maiores agregados populacionais da região, nomeadamente Bragança, Vila Real e Chaves.
Mas e nós onde estamos? Terra Quente? Terra Fria? Pois é depois de muito investigar este aspecto do qual sendo transmontano me envergonhava não dominar, cheguei à conclusão que estamos na Terra Fria... A divisão é feita a partir da altitude que influencia o clima determinantemente na nossa região. Assim os lugares acima dos 600 metros de altitude são catalogados por Terra Fria e os a altitudes inferiores são designados Terra Quente... Em termos gerais os municipios do Alto Trás os Montes como Montalegre cuja altutude maxima roça já os 1600 metros de altitude, Boticas, Chaves, Vinhais, Braganca, Miranda, Vila Pouca de Aguiar... se bem que mesmo dentro destes municipios haja zonas de transição, pois a cidade de Chaves está já nessa zona... Terra Quente é o denominado vale do Douro e suas ramificações no vale da Vilariça, dos rios Tua e Sabor, onde a amendoeira é raínha e se produz vinho de excelência. Assim a nossa aldeia cuja altitude varia dos 600 metros nos pontos mais baixos até aos 800 metros nos pontos mais altos situa-se na Terra Fria... Que não é quente todos nós ja sabemos...
Bem hajam todos...
Bem vindo Cesar!

domingo, 24 de setembro de 2006

Marcha de Paradela


Refrão:
Paradela cheia de amor
De encanto e de valor
Oh gente trabalhadora
Oh homens de valor
Paradela está em festa
A nossa marcha é esta

Do concelho de Chaves
Da montanha é a primeira
Em paz e harmonia
E de gente mais ordeira

Refrão:

Paradela a sorrir
Mostrando Formosura
E a todos ela acolhe
Com encanto e com ternura

Refrão:

Fidalgos e valentes
Homens de pulso forte
Aqui está a nossa terra
Paradela de Monforte

Refrão:

Paradela és tão linda
E tens tanta beleza
Com alegria infinda
Da mais bela natureza

Refrão:

Paradela filha és
Do amor mais profundo
Vem todos a teus pés
Paradela grita ao mundo

quinta-feira, 17 de agosto de 2006

A História do Nascimento



Paradela de Monforte, aldeia que constitui ela própria uma freguesia, tem a área de 8,53 km2, uma população de 319 habitantes e 346 eleitores. Situa se a uma altitude de cerca de 650 metros e até 31 de Dezembro de 1853, pertenceu ao concelho de Monforte de Rio Livre.

É banhada pelos ribeiros da Cancela e do Torneiro que é atravessado pela Ponte de S. Martinho.

Quanto à origem do topónimo Paradela, algumas opiniões têm surgido, a mais popular é a de " Dois irmãos cavaleiros à maneira de exploradores ou fugitivos da sociedade, toparam um alto donde se lhe deparou o vale de Paradela:
- Que linda e ampla veiga aqui se encontra!
- Pára nela, disse-lhe o outro num gesto de desdém...
- Pois hei-de parar.... e como disseste Pára nela, há-de ser o nome do nosso acampamento.
E daqui veio - dizem os naturais - por mudança do N em D, o nome de Paradela." E daí também os naturais de Paradela se auto-intitularem, Fidalgos de Paradela.