“Eu amo Trás-os-Montes naquele silêncio das florestas e das estradas afastadas que aguardam ora a neve, ora o pavor do Verão. Amo-o ainda mais quando vejo a cor da terra e a sombra dos seus castelos em ruínas, quando suspeito o fundo dos rios, os recantos junto dos açudes e a altura das árvores. E perco-me desse mal de paixão, quando, de longe, Trás-os-Montes se assemelha vagamente a uma terra prometida aos seus filhos mais distantes, ou mais expulsos, ou mais ignorados, ou mais mortos apenas. E amam-se aquelas árvores porque vêm do interior da terra, justamente, sem invocar a sua antiguidade ou a sua grandiosidade. Ama-se o frio, até, o esplendor das geadas sobre os lameiros, o sabor da comida que nunca perdeu a intensidade nem a razão. E amam-se os rios, os areais, os poços das hortas, as cancelas de madeira que vão perdendo a cor, e talvez se amem o fogo das lareiras, os ramos mais altos dos freixos e das cerejeiras, os jardins abonecados das suas cidades, o granito das casas, o cheiro das aldeias onde ao fim da tarde se chama paz ao silêncio e se dá nome de chuva à água do céu.”
Francisco José Viegas

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Sardinhada de Fidalgos

Conforme estava programado, realizou-se no domingo dia 26 na vivenda do José Ferreira, na Fonte Boa dos Nabos, Ericeira, a Sardinhada dos Fidalgos de Paradela. Como se pode comprovar pelas fotos, teve uma boa adesão. Relativamente ao encontro anterior houve um significativo aumento dos participantes, embora, infelizmente nem todos puderam estar presentes por terem que trabalhar. Foi um dia de excelente convívio. Durante a tarde, alguns aproveitaram para por a conversa em dia, outros passearam, outros jogaram e ainda houve quem fosse aproveitar a praia. O próximo encontro será realizado no outono.










1 comentário:

Susana disse...

Recebi o vosso convite...mas era impossível ir aí...já sei o que perdi...com essa grande sardinhada...

Já agora, divirtam-se também na festa da Senhora das Neves.

Abraço, Susana